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Chefe de Polícia recebe elogio sobre atuação da 81ª DP

27/10/2011 - Camila Donato

É com imenso prazer e satisfação que a chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, vem recebendo elogios quanto à atuação de agentes da Instituição no atendimento aos cidadãos que buscam o apoio da Polícia Civil para registrar queixas de crimes. No email abaixo, uma cidadã, comerciante e moradora de Niterói, destaca a presteza, dedicação e profissionalismo dos policiais da 81ª DP (Itaipu), na  atendimento recebido por ela e pela rápida prisão e apreensão da quantia  roubado pelos bandidos em seu estabelecimento comercial.

 

 

 

Ilma. Dra. Martha Rocha,
Venho formalmente por este e-mail dar ciência e parabenizar não só a atuação da Polícia Civil no caso que relatarei, mas a postura dos policiais civis a quem me dirigi.
Meu nome é Ana Paula tenho 32 anos e sou residente  de Niterói. No dia 08 de agosto me dirigi à 81ª DP (Itaipu) para prestar queixa de um assalto a mão armada no meu estabelecimento comercial, dois homens armados renderam meu gerente no momento em que ele saia pra efetuar alguns pagamentos. Não tinha muitas informações além da descrição dos mesmos até aquele momento. 
No dia seguinte ao ser alertada por vizinhos, que viram dois homens estranhos na rua próxima momentos antes do ocorrido, me dirigi a uma creche que funciona na mencionada rua e pedi para ver as câmeras de segurança. Foi nesse momento que começou meu terror psicológico, pois realmente eram os dois sujeitos que assaltaram o estabelecimento e junto a eles, enquanto ainda aguardavam o momento de efetuarem o assalto, reconheci um funcionário que trabalhava comigo a quatro anos e um cliente , morador da rua em frente, que frequentava o meu estabelecimento a cerca de 6 meses e se identificava como policial militar, este segundo no momento do assalto ainda fingiu sair atrás dos assaltantes pois se encontrava no posto na hora. 
Em posse dos vídeos fui a 81ª DP novamente a fim de entregar as novas informações aos investigadores. Naquele momento eu já estava em pânico por alguns motivos: ambos os reconhecidos tinham acesso a uma quantidade de informações que me assustava. Estou estabelecida comercialmente naquele local a uma década, época em que meu pai faleceu, a minha vulnerabilidade é potencializada pelo fato de não ser casada, e administrar o negocio sozinha, com a supervisão da minha mãe que é minha sócia, ambas moramos sozinhas. Seria um momento em que recorreria a conhecimentos políticos ou de qualquer outra ordem para pedir ajuda caso tivesse, mas de fato, não tenho. Minha única alternativa foi expor ao Delegado minhas dúvidas quanto a minha segurança e da minha mãe e pedir que fosse dada atenção ao ocorrido, e como não o conhecia não sabia nem se seria recebida e tão pouco ouvida, mas insisti mesmo assim. 
Pra minha surpresa além de recebida o delegado Dr. Alexandre Leite foi extremamente atencioso e paciente, esclarecendo todas as minhas duvidas quanto a forma com que seria conduzida a investigação e as limitações que a ausência de flagrante remetiam. 
Após a longa conversa com o delegado e o chefe de investigações da 81ª DP fui pra casa menos desacreditada na nossa policia, porém como frisei nos dias que seguiram ainda muito insegura. Naquele mesmo dia o meu funcionário  foi a delegacia prestar declarações, negando qualquer envolvimento. 
Os 14 dias seguintes ao ocorrido foram, acredito eu até onde me recordo, os meus piores dias, mesmo com todo o empenho mostrado pelos investigadores da policia, buscando depoimentos de vizinhos e funcionários, eu não via como próximo o dia em que se teria algum resultado, pois a descrença é quase unânime pra um cidadão comum como eu, que não tem familiaridade com ambientes de investigação e menos ainda contato com policiais que não através de reportagens de jornais (a maioria sensacionalistas e que nos deixam sempre a ideia de que não existe uma policia atuante, honesta e eficiente). 
Acreditava que meu caso acabaria em algum arquivo e meu medo só seria diminuído quando me desfizesse do estabelecimento ou mudasse pra outro local. Foram 14 dias em que não saia de casa a não ser para o trabalho de dia rapidamente (local onde me sentia segura devido ao policiamento em virtude da investigação) ou pra delegacia a fim de me informar. 14 dias com sono escasso, muitos pesadelos além de ser monitorada e monitorar minha mãe durante todo o dia. Pode parecer exagero pra alguns, mas dadas as circunstancias, apos outros funcionários terem ciência de que além de ter reconhecido os dois nas filmagens que havia entregue para a policia, eu como mulher morria de medo de alguma violência em qualquer magnitude como forma de retaliação.
Pra minha surpresa no dia 22 de agosto ao ligar para a delegacia buscando informações sobre o andamento da investigação o delegado informou que não só já haviam identificado e localizado o cliente envolvido como a confissão dele no envolvimento estava acontecendo naquele momento. Foi o meu primeiro suspiro de alívio, pois a partir daquele momento caso fosse abordada por este ou qualquer pessoa relacionada a ele teria base pra me proteger.
Quando no dia seguinte, 23 de agosto de 2011, recebi a ligação do Dr. Alexandre Leite, delegado da 81ªDP com a noticia de que além da confissão do cliente envolvido e do funcionário que na primeira declaração havia negado a participação, ele estava de posse da quantia de R$10.000,00 (dez mil reais) que teria sido entregue pelo primeiro deles após a confissão e me seria devolvido eu não acreditei. 
Naquele momento além do alívio maior ainda por saber que a investigação em pouco tempo havia sido extremamente bem sucedida, fato que atribuo a competência e dedicação dos investigadores e do delegado, senti uma felicidade aguda não pela quantia recuperada em si, mas por ter alguma quantia recuperada. Não consigo recordar de outro caso onde eu tenha tido ciência de devolução pela policia civil sequer de parte do valor subtraído em algum assalto na região, ou sendo mais abrangente não me recordo deste fato ocorrendo em qualquer outro assalto a estabelecimento comercial que tenha sido noticiado. Procurei então a mídia para informar o ato com intuito de reconhecer o trabalho bem feito daqueles homens que eu nunca tinha visto na vida antes do incidente e que nas duas semanas passadas haviam me devolvido não só o sentimento de segurança, ou qualquer bem material, mas a crença no trabalho de quem executa esse papel fundamental que é o da policia no nosso país.
Infelizmente hoje ainda a maioria dos jornalistas bem como da população prefere enfatizar problemas e carências na policia, mas depois dessa experiência ao menos algumas pessoas como eu mudaram seu olhar diante do trabalho executado pelos policiais civis, em razão disso não poderia deixar de registrar minha gratidão e meu reconhecimento. 
Mesmo sem ter sido concluída a investigação, hoje eu não só durmo como voltei a rotina do meu dia a dia com um sentimento de segurança que acredito ser impagável. Agradeço a Policia Civil do Estado do Rio de Janeiro como instituição de credito por isso e em especial ao delegado da 81ª DP de Itaipu, por além de ter se mostrado acessível a cidadãos comuns (eu no caso), sem indicações ou apadrinhamentos, por ter sido rápido e eficiente no trabalho executado.
agradeço também a atenção, certa de que meu objetivo será alcançado e esse e-mail irá chegar ao conhecimento de quem merece meus mais sinceros PARABÉNS.

Ana Paula.



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