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Desarticulada quadrilha de milicianos que agia em Caxias

A Operação Parajás teve apoio de delegacias da Baixada e da Corregedoria Geral Unificada

10/10/2012 - Miziara

Policiais da 60ª DP (Campos Elíseos), com apoio de diversas delegacias da Baixada Fluminense e da Corregedoria Geral Unificada (CGU), realizaram,  nesta quarta-feira, a “Operação Parajás”, e desarticularam uma quadrilha de milicianos que atuava na região de Saracuruna, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. Os agentes cumpriram nove dos 12 mandados de prisão, e todos os 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça. Na ação, os criminosos conhecidos como Beto Ratinho e Fabinho foram presos em flagrante.

Durante a operação, os policiais apreenderam seis pistolas, três revólveres, dois CPUs, seis notebooks, além de celulares, munições, fardas do Exército, cerca de R$ 2.200,00,  notas promissórias e uma lista com cobrança e valores de agiotagem.

A atuação do bando se dava com a exploração de sinal clandestino de TV a cabo, venda de gás, agiotagem, homicídios, cobrança de altas “taxas de segurança” de comerciantes locais, cobrança de “taxas” para a venda de casas e terrenos, e administrando imóveis e automóveis de desafetos e devedores para posterior revenda.

Foram presos os ex-PMs Ailton da Silva Diniz,  o Abel, e Wellington Correa do Amparo, o Tonzinho, o sargento da PM do 9º BPM, Luiz Felipe Nunes de Souza; o Felipão ou Zé Orelha; Fábio Márcio Neves Seixas, o Fabinho da Adega; o sargento da PM do 26ª BPM, Alexandre dos Santos, o Tescão; Márcio Henrique Idalgo Rodrigues dos Santos, o Márcio Henrique; Jeferson da Silva Francisco, Marcelinho; o sargento da PM do 15º BPM, Sidney Pereira de Abreu, o Abreu, e Robertson Eduardo Duarte Milton, o Duarte.

Os agentes estão à procura dos foragidos Jonatan Pinto Apolinário, o Cocão; Hamilton de Moraes Ribeiro, o Hamilton, e o cabo da PM, Maurício Fernandes de Oliveira, o Fernandes.

 A atuação do bando se dava com a exploração de sinal clandestino de TV a cabo, venda de gás, agiotagem, homicídios, cobrança de altas “taxas de segurança” de comerciantes locais, cobrança de “taxas” para a venda de casas e terrenos, bem como agia “tomando” e administrando imóveis e automóveis de desafetos e devedores para posterior revenda.

A investigação teve início há cerca de cinco meses a partir do relato de moradores assustados com a atuação dos criminosos, bem como o grande número de homicídios na região, que resultou na expedição dos mandados de prisão e de busca e apreensão.

Em maio deste ano, os agentes  prenderam o principal integrante do bando, o ex-PM Aílton da Silva Diniz, o Abel,  que possuía diversos mandados de prisão,  sendo um deles em função da sua participação como executor no assassinato de um médico no bairro da Tijuca, em 2008.

Abel foi imediatamente substituído pelo policial militar Luiz Felipe, o Felipão, o qual passou a comandar todo o grupo. Felipão contava com o apoio direto de outro colega de farda,  o Tescão e de Fabinho da Adega, candidato a vereador nas últimas eleições.

Felipão também fazia uso de comparsas oriundos da própria região para a prática direta de ações violentas que asseguravam o domínio do território.

Jonatan Pinto Apolinário, o Cocão,que está foragido, é apontado pelos agentes como um dos bandidos mais temidos da localidade por conta de sua participação em diversos homicídios e por aparições públicas portando armas de fogo, muitas vezes em companhia de agentes públicos, o que desestimulava qualquer tipo de denúncia por parte dos moradores.

A quadrilha tinha o apoio dos policiais militares do DPO de Saracuruna. Maurício Fernandes, o Fernandes, e Sidney Pereira de Abreu, o Abreu, responsáveis por acobertar diversos crimes praticados pelos milicianos.Segundo o delegado titular da 60ª DP, Felipe Curi, desde o início das investigações, que resultaram na prisão de Abel e de outros milicianos, associadas a outras ações da delegacia, houve uma redução, nos últimos meses, em torno de 88% no número de homicídios na circunscrição da 60ª DP, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Todos os integrantes da quadrilha vão responder pelos crimes  de formação de quadrilha armada e extorsão qualificada, cujas penas podem chegar a 21 anos de reclusão. 



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