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Presos os maiores fornecedores de drogas e armas do Alemão

8/9/2009 - ASCOM/PCERJ

Com a prisão dos dois maiores traficantes de entorpecentes e de armas de uma facção criminosa que domina o Complexo do Alemão, o tráfico local sofreu um duro golpe em suas ações criminosas. Ricardo dos Santos Silva, o Tubarão, e Anderson Bonfim Alencar, o Cabeça, fornecedores de drogas e armas, foram presos no sábado (05/09), na Ciudad Del Este, no Paraguai, por policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos – Drae – com apoio de agentes da Divisão Estadual de Narcóticos - Denarc – do Paraná.


Tubarão e Cabeça mandavam mensalmente entre 150 e 200 quilos de cocaína para o Complexo do Alemão e também cerca de 15 fuzis, além de munições. Os dois começaram a ser investigados em março de 2007, quando os agentes da Drae apreenderam no Complexo do Alemão cerca de 20 mil munições. O subchefe Operacional da Polícia Civil, Carlos Oliveira, e chefe de Polícia em exercício, disse que dessas munições, 18 mil eram de fuzil calibre 5.56.

Os traficantes estavam sendo monitorados e foram surpreendidos em uma boate considerada de alto nível, na Ciudad Del Este, por policias da Drae, em conjunto com agentes do Núcleo de Repressão ao Tráfico de Drogas de Foz de Iguaçu, do Denarc, Paraná, chefiados pelo delegado Renato de Jesus. A operação batizada de Memo, para prender os bandidos, contou ainda com a integração da Secretaria Nacional Antidrogas Senad, do Paraguai, Ministério Publico e Justiça daquele pais, além de órgãos federais do Brasil e da Secretaria de Segurança do Rio.

Durante a entrevista coletiva para falar da Operação Memo, com a participação do subchefe Operacional, Carlos Oliveira, chefe de Polícia em exercício, da delegada titular da Drae, Márcia Becker, do delegado chefe do Núcleo Repressão ao Tráfico de Drogas de Foz de Iguaçu, Renato Jesus, o subsecretario de Inteligência da Secretária de Segurança Pública, Rivaldo Barbosa , secretário de Segurança em exercício, disse que o resultado da operação é de suma importância, não só pela prisão, mas pela integração da Secretaria de Segurança do Rio com outros órgãos do Estado, da Federação e principalmente com o Ministério Público e a Justiça do Paraguai .

O delegado Rivaldo ressaltou que a integração é um caminho sem volta e que a operação Memo é um trabalho de inteligência digno de ser escrito nos livros do setor. Ele lembrou ainda que os policiais, envolvidos na prisão dos criminosos, são os mesmos que atuam no dia a dia nas favelas, e foram capazes, com coragem e abnegação, de seguirem para o Paraguai, arriscando a própria vida para desempenhar o trabalho de inteligência e interagir com órgãos do poder judiciário e Ministério Público.

O subchefe Operacional, Carlos de Oliveira, como subchefe de Inteligência, agradeceu os policiais que concluíram a investigação ressaltando que os agentes são capazes e profissionais de operarem em terreno conflagado, fazerem apreensões, darem prosseguimento a investigação, que em determinados momentos são burocráticos, lidar com autoridades de níveis variáveis, instituições nacionais e internacionais, e efetuarem uma prisão com técnica, em um ambiente onde estão várias pessoas que não têm nada ver com o conflito da sociedade e criminosos.


Carlos Oliveira explicou que durante a investigação foram identificadas algumas pessoas que iriam fazer contato com Tubarão e Cabeça, sendo seguidas pelos policiais da Drae até Ciudad Del Leste, onde a operação se desenvolveu com auxilio da Denarc e Senad. Ainda segundo Carlos Oliveira, foi identificado como o tráfico era feito na tríplice fronteira Foz de Iguaçu, Ciudad Del Leste e Argentina. O delegado informou que os dois criminosos moravam em um condomínio de alto luxo, onde residem políticos, empresários do Paraguai, cujas casas valem de 300 a 500 mil dólares.

Ele informou ainda que os dois traficantes mandavam drogas e armas para o Rio pela rota tradicional. O material era embarcado na Ciudad Del Este, passava por Curitiba, seguia pela rodovia BR-116, São Paulo e Rio de Janeiro. Carlos Oliveira disse que os fornecedores usam a rota terrestre e operam no Rio, e em outros Estados e países.

A delegada Márcia Becker disse que, após identificar as pessoas que fariam contatos com Cabeça e Tubarão, no Paraguai, foi iniciada uma vigilância a elas. Eles foram seguidos durante oito dias naquele país pelos policiais da Drae, com apoio da Senad e Denarc. No sábado, os dois bandidos foram localizados em uma boate no Paraguai. A delegada informou ainda que receberam apoio de uma promotora e de um juiz do Paraguai que decretou a prisão dos bandidos em razão de haver mandados de prisão contra eles, no Rio de Janeiro.

Segundo a delegada, o condomínio em que residiam Tubarão e Cabeça era protegido por seguranças fortemente armados.

O delegado Renato de Jesus disse que foi uma satisfação especial da Polícia Civil do Paraná em dar o apoio integral aos policiais do Rio, principalmente, que os alvos da investigação são de suma importância para o estado do Rio e do Paraná. Ele lembrou que o entorpecente era transportado por todo extensão daquele estado, saindo de Foz de Iguaçu.


Para ele, a importância desta integração entre as policiais é a identificação das pessoas que estão além da fronteira do Paraná, negociando entorpecentes e armas de fogo. A troca de informações e a integração de atividades, afirmou ele, têm que ser permanentes, pois não existe fronteira para o combate ao tráfico de drogas.

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