Em mais uma ação da “Operação Caminhos do Cobre”, policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) prenderam, nesta quarta-feira (15/10), o dono um ferro-velho clandestino localizado em Queimados, na Baixada Fluminense. Na ação, foram apreendidos mais de 300 Kg de fios de cobre.
As investigações apontaram que o estabelecimento funcionava como ponto de receptação de grande quantidade de materiais furtados, como cabos de cobre e peças metálicas de concessionárias de energia, transporte e telecomunicações.
Durante a diligência desta quarta, os policiais localizaram diversos cabos de cobre queimados, dispostos de forma estratégica, método usado para eliminar as inscrições das concessionárias, apagando os indícios de procedência e facilitando a comercialização no mercado clandestino.
De acordo com os agentes, o material era armazenado de forma irregular e sem comprovação de origem lícita. Além disso, o estabelecimento funcionava sem alvará, sem o Cadastro de Estabelecimento de Reciclagem (CER) e sem outras licenças necessárias à prática da atividade comercial.
Na ação, foram encontrados e apreendidos, aproximadamente, 90 Kg de fios de cobre queimados de telefonia, centenas de quilos de fios de cobre queimados e objetos de cobre de procedência não revelada. Todo o material será periciado.
O responsável pelo estabelecimento foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante pelo crime de receptação qualificada.
A ação faz parte da "Operação Caminhos do Cobre", iniciativa contínua para combater o furto de cabos e materiais metálicos que mira toda a cadeia criminosa, desde o furtador até as metalúrgicas.
Desde setembro de 2024, a DRF e outras delegacias da instituição realizaram mais de 430 fiscalizações em ferros-velhos, com cerca de 200 prisões de responsáveis pelos estabelecimentos nestas ações. Neste mesmo período, aproximadamente 300 toneladas de fios de cobre e materiais metálicos foram apreendidas pela especializada. Além disso, houve o pedido de bloqueio de aproximadamente R$ 240 milhões, consolidando a Operação Caminhos do Cobre como uma das maiores ofensivas contra a infraestrutura financeira do crime patrimonial no Estado. As ações visam também descapitalizar financeiramente os braços operacionais do tráfico, responsáveis por fomentar esse tipo de crime.